Cosmética & Medicna Estética

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

História da Medicina Estética

Antigamente, questionava-se os objectivos da cirurgia plástica, esta especialidade cujo nome tem origem na palavra grega plastikos, que significa forma, isto é: será a cirurgia que pode mudar o contorno humano transferindo tecidos de uma região para outra? Esta questão representa o histórico desta ciência-arte, história que se confunde com a da própria humanidade.

Existem relatos que datam de quatro mil anos a.C. informam que práticas de cirurgias reparadoras já eram realizadas entre os hindus. E desde pelo menos dois mil anos a.C. os egípcios também praticavam correcções estéticas do corpo, amenizando desfiguramentos, deformidades e defeitos. A mais importante descrição sobre tais práticas foi feita por Sushruta, em 2000 a.C., sobre reconstruções de narizes mutilados por questões religiosas. E ainda hoje são empregadas técnicas como o retalho indiano para reconstrução nasal. 
Gaspare Tagliacozzi, médico italiano que em 1587 publicou um livro descrevendo cientificamente a reconstrução do nariz, foi um dos mais importantes cirurgiões plásticos da sua época. Mas foi só a partir do século XIX que a especialidade passou a ser reconhecida como um importante ramo da cirurgia, época em que apareceram nomes de pesquisadores importantes, tais como Diefenbach, em 1814; Warren, em 1840; Langenbeck e Billroth, em 1861. Pouco depois, em 1869, Reverdin publica a sua tese, em que mostra a possibilidade de se transferir pele de uma região para outra (o chamado enxerto livre). Sobre esta questão, é importante relatar o papel da Igreja, que pressionava os serviços de cirurgia para impedir a continuação da prática reparadora, alegando tratar-se de actividade que ia além do limite dos actos humanos por reparar os desígnios de Deus.
O século XX foi marcado pela grande explosão da cirurgia plástica, que se converteu em interesse social e humanista. As duas grandes guerras mundiais possibilitaram, aos cirurgiões que actuavam no front de batalha, adquirir uma vasta experiência em reparações de feridos, que então puderam transmiti-las ao mundo científico. Sir Harold Gillies e Mc Indoe foram dois dos cirurgiões ingleses da época que se destacaram, em 1920, que assim estabeleceram as bases da nova era.
Hoje, a cirurgia plástica é reconhecida como um dos mais importantes ramos da Medicina, atingindo uma elevada significância ao melhorar a qualidade de vida de milhares de pacientes operados.

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